Ainda que a economia brasileira permaneça em recessão, algumas empresas conseguem ter sucesso financeiro. Infelizmente, não foi o caso da Petrobras. O balanço da companhia, pelo terceiro ano consecutivo, apresentou perdas bilionárias. No último ano, 2016, o prejuízo chegou a ser de R$ 14,824 bilhões, por consequência das baixas contábeis feitas durante o mesmo ano.

 

Não deu para recuperar, mesmo com lucro

Embora a situação do último ano como um todo seja negativa, já para o final dele, mais precisamente no quarto trimestre, a Petrobras obteve um lucro de R$ 2,510 bilhões. Esse lucro foi obtido por causa não só da redução em despesas financeiras, como também das exportações de petróleo.

No entanto, mesmo que contando com esse lucro, não foi possível reverter as perdas que haviam acumulado dos dois trimestres anteriores, totalizando R$ 17,334 bilhões. No terceiro trimestre de 2016 ainda, devido ao efeitos tanto da postergação de projetos seus, quanto também do câmbio e da elevação do risco-país, já haviam sido anunciadas baixas contábeis que chegavam ao montante de R$ 15,7 bilhões.

Vale lembrar também que, em 2015, ano retrasado, o prejuízo chegou a R$ 34,836 bilhões. Nisso, nota-se uma melhora de mais de 50%, do total de um ano para o outro, mesmo que em ambos se tenha ainda perdas bilionárias.

 

Nem tudo foi negativo para a Petrobras

Apesar dessa situação negativa, houve também do que se gabar o presidente da Petrobras, Pedro Parente. Segundo ele, devido ao aumento da produção de combustíveis e consequentemente das margens de lucro da venda dos mesmos, é que se chegou a um fluxo de caixa livre de, considerando o acúmulo de 2016 inteiro, R$ 41,572 bilhões.

Outras conquistas também foram apontadas por Parente, além dessa questão do fluxo de caixa livre. Entre elas, está o recorde na produção de petróleo no Brasil, com 2,144 milhões de barris por dia. Sem contar ter se tornado a empresa, já no final do ano passado, uma exportadora líquida tanto do petróleo quanto dos seus derivados, assim conseguindo chegar a vender 168 mil barris a mais do que a quantidade dos que foram comprados. E ainda há o fato de que, no ano passado, o petróleo brasileiro atingiu 92% do total de suprimento às refinarias dessa companhia, quando no ano anterior eram de 84%.

Ele apontou ainda a redução na compra de óleo leve do estrangeiro, por já não ser mais tão necessário na produção de diesel e querosene para aviões. Desse modo, Jorge Celestino, que é o diretor de abastecimento dessa empresa em questão, completou dizendo que essa mudança traz consigo bastante economia logísticas.

E, para quem não sabe, esclarecendo melhor, “fluxo de caixa livre” significa que conseguiu gerar a empresa mais dinheiro do que foi preciso gastar.