De acordo com o relatório Situação da População Mundial 2017, a conquista da igualdade nas oportunidades entre homens e mulheres tem o potencial de gerar cerca de US$ 28 trilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) de todos os países somados até o ano de 2025.

O relatório destaca que uma série de pesquisas apontam que existe uma correlação positiva entre a igualdade de gêneros, os níveis de desenvolvimento humano e o PIB per capita, o que significa que a diminuição da desigualdade de gênero é uma questão chave para que a humanidade alcance os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) até o ano de 2030.

Porém, esse cenário ainda parece distante, tendo em vista que informações do próprio relatório ressaltam que os salários das mulheres representam somente 77% do salário dos homens.

Outras desigualdades também foram notadas, como os dados de que apenas 50% das mulheres possuem empregos remunerados e de que, entre as mulheres que atuam no mercado de trabalho, 3 em cada 5 não têm direito a licença maternidade.

Como é de se imaginar, as mulheres mais pobres são as mais prejudicadas pela desigualdade. Nos países em desenvolvimento, as mulheres pobres ainda vivem em regiões rurais, com acesso bastante limitado a contraceptivos e cuidados precários ao longo da gravidez e no momento do parto.

Esse planejamento reprodutivo arcaico resulta em aproximadamente 89 milhões de gravidez não planejadas e em quase 50 milhões de abortos ilegais realizados nos países em desenvolvimento anualmente.

Os dados apontam também que, em 2015, aconteceram cerca de 14,5 milhões de partos de mães adolescentes apenas nos países considerados em desenvolvimento, os quais são responsáveis por nada menos que 95% dos partos de mães adolescentes no mundo.

Por fim, um problema que ainda exige bastante atenção são os casamentos infantis de meninas que moram em países de extrema baixa renda, as quais são muitas vezes obrigadas pelas famílias a se casarem com idades entre 13 e 15 anos. Todos esses fatores destacam como  a busca pela igualdade de gêneros ainda tem muito a evoluir  caso a humanidade pretenda usufruir das vantagens financeiras que essa igualdade é capaz de proporcionar.