Quando algum imprevisto acontece durante uma viagem o prejuízo com os custos e com o planejamento são inevitáveis. Se o erro é do passageiro, a experiência serve com um aprendizado, mas quando o equívoco é cometido por uma empresa que atua no ramo, a responsabilidade da mesma deverá ser total. Se baseando nisso, a startup NãoVoei.com oferece um serviço de reparação de danos a passageiros que tiveram algum problema como voo atrasado ou cancelado, bagagem extraviada ou overbooking (vendas que ultrapassam o número de assentos do avião).

Para garantir os seus direitos o cliente precisa relatar o caso no site por chat online ou telefone, a partir de então detalhes dos fatos são analisados. Se o caso for passível de indenização a empresa oferece o suporte jurídico necessário, para isso o cliente precisa reunir a documentação que possui para tentar uma negociação amigável com a companhia aérea, se ainda assim a companhia não entrar em um acordo com o cliente, então o caso será transferido à rede de prestadores de serviços jurídicos da empresa, e assim uma ação no juizado especial direcionado para pequenas causas será iniciada.

Em geral o caso tem um período de quatro meses para ter uma solução, o valor das indenizações giram em torno de R$ 2.000 até R$ 8.000 a título de danos morais. Isso não inclui o ressarcimento de possíveis danos materiais que o passageiro pôde ter com transporte, alimentação, hospedagem, etc, afirma o advogado Alexandre Freitas, 41, um dos sócios da startup.

Caso haja uma reparação financeira para o cliente, a startup recebe o valor de 30% do que foi indenizado pela companhia aérea. A empresa calcula que aproximadamente sejam faturados R$ 300 mil até o fim do ano, com o total de 1 milhão gerados em indenizações.

Essa estratégia de se basear em uma ineficiência das empresas áreas para empreender traz um serviço de utilidade para a população, principalmente por oferecer orientação gratuita aos seus clientes. Nesse caso, a geração de lucro está diretamente relacionada com o despreparo das companhias aéreas. Apesar disso a startup não tem o objetivo de prejudicar essas empresas. “A startup se dispõe a ajudar quem tem direito, quem não tem direito não vai adiante. Se as empresas aéreas aumentarem a eficiência do seu serviço, a startup pode perder a função” afirma Luciano Salamancha, professor do MBA da FGV (Fundação Getulio Vargas).

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