Um novo anúncio feito pelo governo francês gerou revolta nos agricultores do país. Segundo o governo da França, os agricultores estarão proibidos de usar o agrotóxico glifosato, mais conhecido como Roundup, em todo o território francês. O governo espera que a proibição comece a valer a partir de 2022 e seja seguida por todos os agricultores da França, inclusive os que correspondem a indústria nacional.

O agrotóxico proibido, o Roundup, é formulado e fabricado pela empresa mundialmente conhecida na agricultura, a Monsanto. Ele é vendido aos agricultores com o intuito de controlar as pragas, sendo um dos mais eficientes herbicidas usados na agricultura convencional para a preparação do solo.

Os agricultores franceses não aprovaram a decisão do governo e alegaram que a proibição poderá fazer com que seus produtos percam a competitividade internacional. Em resposta, os agricultores protestaram contra o governo e o fizeram recuar em sua decisão. Agora o governo da França fala em extinguir o glifosato e substituí-lo por uma alternativa melhor.

O governo francês levantou essa questão após um estudo ter sido divulgado pela associação Générations Futures. No estudo, a associação descobriu que o agrotóxico é altamente tóxico e deixa resíduo prejudiciais nos alimentos, o que quer dizer que os consumidores são afetados diretamente pelo uso continuo do herbicida.

Apesar das pressões constantes dos agricultores franceses, o porta-voz da entidade, François Veillerette, espera que a proibição seja levada a sério pelo governo da França e que a agricultura nacional seja mais limpa com a restrição desse perigoso agrotóxico.

Em termos de quantidade, a França se destaca por ser o país com maior número de produção agrícola de toda a Europa. Contudo, a França é um dos poucos países que correspondem a União Europeia e que defende a proibição do Roundup.

“É preciso que o governo aguente firme, que não ceda às pressões. Muito se falou sobre o glifosato não deixar resíduos nos alimentos e hoje sabemos que não é verdade. A análise de produtos que consumirmos regulamente mostrou que ele foi encontrado em mais da metade das amostras”, disse François Veillerette.

O porta-voz ainda completou dizendo: “Hoje, não apenas o produto é perigoso como ele parece estar, com frequência, no prato das pessoas. É mais uma razão para ele ser proibido o mais rápido possível.”