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Um novo aplicativo do governo está disponível para quem quiser consultar o abono salarial. Segundo o governo, o aplicativo está disponível para todas as pessoas de forma gratuita para que os trabalhadores possam verificar se têm ou não direito ao saque do abono salarial, o chamado PIS/Pasep, em relação ao ano de 2015.

A iniciativa do governo é uma forma de incentivar os trabalhadores a sacarem os recursos acumulados pelo ano base de 2015 que estão disponíveis. O Ministério do Trabalho informou que mais de 1,46 milhão de trabalhadores não sacaram os valores do PIS/Pasep do ano em questão, sendo que esse valor chega a ser de R$ 1,01 bilhão acumulado nas contas dos trabalhadores. O governo havia determinado que o prazo máximo para o saque desses valores seria no dia 30 de junho, mas a data foi prorrogada para o dia 28 de dezembro deste ano.

O ministro Ronaldo Nogueira do Ministério do Trabalho, informou sobre o assunto: “O prazo foi ampliado para beneficiar esses trabalhadores que estavam deixando o dinheiro para trás. É um recurso que pode ajudar muito no sustento dessas famílias e, por isso, é importante não deixar para a última hora. E agora ainda existe a facilidade de fazer a consulta pelo aplicativo do Ministério”.

Segundo os dados revelados pelo governo, a maior parte dos trabalhadores que têm direito ao saque do abono salarial se concentra na região Sudeste do país, sendo um total de 773,84 mil pessoas com direito ao benefício. Desse total, está disponível o valor de R$ 536,54 milhões, somente na região Sudeste.

Ainda na região Sudeste do país, o estado de São Paulo é o que mais possui beneficiários com saques pendentes, sendo um total de 445,95 mil trabalhadores com direito ao PIS/Pasep, somando um valor de R$ 305,53 milhões referente ao abono salarial de 2015.

Para quem ainda não sabe se tem ou não direito de sacar o dinheiro é importante ter em mente que só os trabalhadores que passaram por regime de trabalho com carteira registrada ou que atuaram como servidores públicos podem receber o benefício. O prazo para isso é de pelo menos cinco anos em serviço, tendo trabalhado em emprego formal por um tempo mínimo de 30 dias no ano de 2015. A média salarial também deve ser de até dois salários mínimos.