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Muito antes da sociedade moderna organizar-se de modo a criar uma ciência econômica com todos os seus fundamentos, postulados, teorias, e tudo o que constitui tal área do conhecimento humano, as hordas primitivas já eram regidas pela “lei natural da economia”. Arrisco-me dizer que, antes do homem surgir como espécie distinta, toda a natureza já curvava-se à economia como um princípio de atuação. Vejam o exemplo da água, que sempre flui pelos caminhos mais fáceis, menos dispendiosos para sua conservação. E as gaivotas, que buscam correntes de ar quente ascendentes para economizarem energia, subindo às alturas mais facilmente, poupando o custoso bater das asas, e para viajarem maiores distâncias simplesmente planam, utilizando correntes de ar, simplesmente deixando-se levar com uma eficiência invejável.

Agora vamos descer à realidade áspera da economia exercida pelo homem moderno e suas relações. Aqui tudo fica mais complexo pois é necessário controlar e azeitar as engrenagens que regem as relações econômicas internas e externas (comércio exterior, entre países), e termos como balança comercial, câmbio, superávit, déficit, entre outros, fazem parte do arcabouço sofisticado da economia.

Na prática comercial surgem os bens de consumo, e as leis que regem sua valorização, sintetizadas pela famosa máxima da oferta e da procura e os tipos de bens, como os Bens de Veblen e os Bens de Giffen. Você já se perguntou, por exemplo, como o valor de um produto (ou serviço) é convertido em preço? É aqui que a coisa começa a ficar mais interessante e toda a parafernália que faz a economia funcionar se reduz a esta fabulosa invenção do gênio humano. Sim, o dinheiro é o que possibilita tudo isso, seja na forma de papel, de plástico, de bits numa tela de computador, ou modalidades como títulos de crédito.

Não importa o quanto complexa e sofisticada a economia se tornou nos dias de hoje. Seja na esfera internacional, nacional ou mesmo com as finanças pessoais, existe uma equação elegante, simples e insuperável: o dinheiro que você tem sempre tem de ser maior ao que você gasta, ou seja, não gaste mais do que você ganha. Há outra lição importante e igualmente simples que parece que as pessoas se esqueceram. Espero, amigo leitor, que você se lembre da fábula da cigarra e da formiga.