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No começo do mês a Petrobras já fez 18 ajustes em sua nova política de preços de combustíveis. A queda foi de 0,2% no diesel e a gasolina teve alta de 1%. O acumulado mensal da gasolina chega a ficar 2,6% mais cara nas refinarias e o diesel 6,4% de acordo com o Centro Brasileiro de Infraestrutura. As altas e baixas do combustível ainda não chegou ao bolso do consumidor, mas a longo prazo a tendência é de queda.

Depois da alienação de preços com o mercado internacional no final de 2016, o valor da gasolina acumulou uma queda de 13%, e do diesel 12%. Antes de serem estabelecidos a flutuação diária, as variações de preço eram mensal, semelhante ao cenário dos Estados Unidos que possui uma alteração diária de preços.

Um levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, teve resultado encerrado com baixa para os consumidores com média nacional de 1,31% negativos na gasolina e 1,32% negativos no diesel.

As bombas não refletem as altas e baixas dos valores anunciados pela Petrobras, pois as empresas distribuidoras que compram os combustíveis em refinarias e as revendem em postos de combustíveis estão segurando os preços de repasse, de acordo com o presidente do Sincopetro Jose Alberto Gouveia. “No momento, está todo mundo perdido. Os reajustes estão tão constantes que não dá para mexer na bomba”.

A prática do mercado paulista, no primeiro mês tem sido de assegurar esses repasses que são inferiores a 2%, mesmo com cada distribuidora tendo suas políticas de preços de acordo com Gouveia. O Sindicom não se manifestou.

O ex-diretor da ANP, Jonh Forman, acha que em muitos países é comum que a definição dos preços dos combustíveis seja feita por decisões políticas, em função de uma presença do Estado na economia, seja maior ou menor.

No Brasil a Petrobras controla todas as refinarias como há regulado formal dos preços e a estatal, que teve um prejuízo de bilhões de reais por terem segurado os preços da gasolina evitando a inflação, mesmo quando os preços internacionais estavam em alta.

No Brasil tanto o petróleo quanto os grãos, são commodities, onde os preços têm cotação diária, afirma o diretor da CBIE, Adriano Pires. “No Brasil, temos a cultura de achar que a gasolina é diferente do arroz e do café”.