Além do forte crescimento no setor, o agronegócio continua sendo motivo de orgulho para o Brasil. Os novos dados mostram que o setor foi responsável por contratar o maior número de trabalhadores pelo terceiro mês consecutivo, mesmo diante da crise.

O produtor rural José Adorno está satisfeito com a qualidade do café da safra deste ano. Ele atribuiu o sucesso da colheita a seus funcionários. Parte deles teve de ser contratada recentemente para reforçar a equipe. “Atingimos o grande ponto alto do café nessa seleção desde a hora da colheita até a hora do processamento. Nós precisamos de mão de obra específica e qualificada para trabalhar conosco”, disse o cafeicultor, José Adorno.

Os bons resultados não são só privilégios do José, quem vive no campo está comemorando a criação de 36.827 postos de trabalho. E o cultivo do café é o campeão em novos empregos.

No mês de junho, a lavoura de café em Minas Gerais criou 10.804 empregos formais. Em São Paulo, a atividade de apoio a agricultura contratou 10.645 novos trabalhadores. Já no Mato Grosso, os campeões na criação de postos de trabalho foram os produtores de soja, somando mais 2.480 empregos criados.

Minas Gerais (15.445), Mato Grosso (5.779) e Goiás (4.795), foram os estados que mais geraram emprego. Em Brasília, cresceu o número de vagas na administração pública, foram 704 contratações em junho.

O engenheiro Alexandre ficou dois anos desempregado, com isso ele aproveitou o tempo livre para estudar matérias de concursos públicos. O resultado foi a sua aprovação no Tribunal de Justiça do Distrito Federal. “O fato de ter um emprego estável me traz uma tranquilidade muito maior do que trabalhar em outro emprego nesse momento de crise econômica”, disse o servidor público, Alexandre Nilton.

O economista José Luiz Pagnussat diz que os números do emprego refletem em uma tendência positiva. “Esse resultado de terceiro mês consecutivo de geração de emprego, mostra que a economia está dando os primeiros sinais de retomada consistente do crescimento econômico”, disse José.

O crescimento do setor também abrange a área de agricultura orgânica, que tem conquistado cada vez mais os consumidores. Diferente dos produtos convencionais, os alimentos orgânicos não tem mudanças em seu preço devido o mercado flutuante. Por isso o setor continua a crescer indo em contramão da crise.