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O consórcio aqui no Brasil virou uma forma de financiamento popular na década de oitenta, principalmente por causa dos altos e baixos da economia nos tempos da inflação galopante. Hoje o modelo de negócio volta com mais opções, além de imóveis e carros é possível fazer consórcio de serviços, como, por exemplo, reforma residencial e cirurgia estética. E por conta da crise econômica em que o Brasil ainda se encontra, ele dobrou de tamanho no último ano.

A documentação e os exames da cirurgia estética da consultora de vendas, Thayla Aruana, que realizou a cirurgia no início do mês de junho, estão guardados com ela como prova de um negócio bem-sucedido a médio e longo prazo. O procedimento desejado a anos, só foi possível depois que ela recebeu um e-mail do consórcio confirmando a data da cirurgia.

“Cheguei a tentar guardar dinheiro, mas não consegui. Cartão de crédito não é viável hoje em dia, então eu parti para o consórcio que disponibiliza uma parcela fixa todo o mês e querendo ou não é uma coisa muito boa”, diz Thayla.

O consórcio é uma modalidade de compra em grupo que funciona da seguinte maneira:

Uma instituição financeira, normalmente um banco ou uma administradora de crédito, reuni um grupo de pessoas que pagam parcelas mensais durante um prazo predeterminado. Quando a soma dos pagamentos atinge o valor do prêmio, um dos participantes é sorteado e recebe uma carta de crédito, tudo isso fiscalizado pelo Banco Central.

O consórcio de carros ainda é o que tem o maior número de participantes, porém é o sistema de serviço que mais vem crescendo no Brasil. Esse sistema de serviço cresceu 126% somente em 2017. Entre os motivos para esse aumento, estão a impressão de acesso mais fácil aos créditos em tempos de crise, e as taxas inclusas no serviço são relativamente mais baixas, em torno de 0,6% ao mês. São juros bem mais camaradas do que os juros do cartão de crédito e de empréstimos.

“Financiamento é: você tem o serviço hoje, pegou o dinheiro para pagar esse serviço e vai pagar ao longo de um período, por exemplo, 12 meses pagando com uma carga de juros considerada. Já o consórcio não é bem isso, você não tem necessariamente o serviço nesse momento e começa a contribuir”, diz o economista da FGV, Fábio Gallo.

O economista também mostra que para se ter uma carta de crédito de R$ 10 mil é preciso pagar cerca de R$ 336,94 em 36 parcelas, que sairia no total de R$ 12.129,84 no término do contrato. Se esses R$ 10 mil fossem aplicados na poupança com um rendimento mensal de 0,56%, as parcelas podem atingir R$ 13.397,62 pelo mesmo período ou alcançar os R$ 10 mil a médio e longo prazo.

“O consórcio é você pagar para alguém guardar dinheiro em seu nome. Isso é uma coisa que as pessoas precisão entender claramente. É sempre mais fácil e mais barato você ter disciplina e juntar dinheiro”, afirma o economista.