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Pode parecer incrível, mas no Sul do país, as grandes distribuidoras do combustível estão começando a adotar uma nova tecnologia financeira que permitirá ao consumidor, na compra de um botijão de gás, gerar crédito de celular. No caso, ao comprar um botijão, tão comum nas residências de todo o país, o cliente receberá, em média, o equivalente ao valor de R$ 5 em crédito.

O aplicativo que permitirá essa novidade pertence à Operalink, uma prestadora de serviço tecnológico-financeiro, serviço esse conhecido como ‘fintech’. Atualmente, já encontra-se sendo usado tanto por distribuidoras quanto por revendedoras dos Estados da região Sul do nosso país. Todavia, a expectativa é que essa ‘moda’ tome todo o país, visto que já estão em processo de negociação novos contratos em outras regiões do Brasil, como a Região Sudeste e a Região Nordeste.

Sobre o crédito no celular, vale pontuar que o seu funcionamento será em forma de um bônus dado aos consumidores que tiverem optado, dentre as opções de pagamento existentes, pelo sistema de pagamento prévio. Ou seja, dessa forma, ao invés de usar as cédulas tradicionais, o consumidor carregará sua conta pré-paga em casas lotéricas, usando de um cartão de crédito ou então de um boleto bancário. E assim, ao solicitar um novo botijão por meio do aplicativo, consequentemente, haverá uma baixa automática do crédito.

Heloisa Duarte, da Operalink, explica também, sobre essa novidade, que as distribuidoras e os revendedores do gás de cozinha têm, com essa tecnologia relatada, uma solução que impedirá que tenham aquelas perdas ocorridas “no meio do caminho”. Com isso, ela quis dizer situações envolvendo o período até a entrega do botijão de gás na residência do cliente, como, por exemplo, os não tão raros assaltos aos caminhões de gás. E ainda fez questão de afirmar que tem havido uma boa recepção das empresas, quanto à adoção desse aplicativo, com o fim de obterem os chamados ‘ganhos logísticos’. Afinal, com essa nova tecnologia, um lado teria maior facilidade em mapear a demanda de cada região e assim poder planejar as entregas para supri-las, e do outro lado, o lado do consumidor, terá-se, por fim, a uma melhor gestão e um mais eficiente registro de suas compras, nesse caso realizadas ‘online’.

Vale pontuar ainda, quanto aos pedidos feitos pelo aplicativo, que todos serão direcionados exclusivamente para aquelas revendedoras que são cadastradas e autorizadas para a função, ou seja, aquelas vinculadas à Agência Nacional de Petróleo (ANP). Já em relação ao provável crescimento da Operalink, sabe-se que têm, como mercado potencial, um total de 60.641 mil revendas, sendo esses, mais precisamente, os números que envolvem as 20 distribuidoras existentes, com seus 32 milhões de botijões vendidos por todo o Brasil, a cada mês, conforme os dados da própria ANP.