Resultado de imagem para Gregos fazem greve geral por causa de cortes do governo

Hospitais, serviços de transporte e escritórios governamentais em toda a Grécia foram severamente afetados por uma greve geral sobre novas medidas de austeridade. A ação industrial começou no dia 16 de maio, e aumentou em tamanho nacional por causa dos membros dos grandes sindicatos.

Milhares de pessoas pararam de trabalhar desde o dia 17 de maio e marcharam através de Atenas para demonstrar sobre as medidas que estão sendo exigidas pelos credores internacionais. Houve confrontos isolados, mas a maior parte do protesto foi pacífica. Em outros lugares no país, diversos serviços foram paralisados, como os ônibus e os trens. Os voos também foram atingidos por várias horas devido a greve.

Os deputados vão votar em reformas controversas que irão cortar as pensões e acabar com os benefícios fiscais. O governo de esquerda da Syriza precisa fazer mais economias antes que os ministros de finanças da zona do euro concordem em entregar mais dinheiro de empréstimo como parte de seu mais recente acordo de resgate.

Apesar das chuvas, multidões de manifestantes juntaram-se a uma manifestação, na Praça Klafthmonos, no centro de Atenas. Outros comícios foram realizados em outros lugares da capital, incluindo um organizado pela associação PAME, afiliada a comunistas.

Um grande número de profissões foram envolvidas na greve, incluindo os maiores sindicatos:

Controladores aéreos interromperam o trabalho por quatro horas;

Não foram publicados jornais e sites de notícias;

Canais de TV também foram gravemente atingidos;

Médicos e outros trabalhadores hospitalares também paralisaram o atendimento – hospitais com serviços limitados como consultas (as emergências continuaram abertas);

O transporte público forneceu apenas alguns serviços limitados por algumas horas do dia;

Funcionários públicos, funcionários judiciais e professores aderiram à greve geral;

Policiais e outras forças de segurança também aderiram ao protesto.

As novas medidas de austeridade não entrarão em vigor até 2019 e 2020, mas o primeiro-ministro Alexis Tsipras tem de persuadir os ministros das finanças da zona do euro a fornecer a próxima parcela do empréstimo de 7,5 bilhões de libras.

Tsipras – que chegou ao poder comprometendo resistir às medidas de austeridade – disse que esperava que os ministros das Finanças respondessem favoravelmente à situação difícil da Grécia. Atenas deve pagar 7,5 bilhões de euros (US $ 8,2 bilhões) de dívida com vencimento em julho. Tsipras e a alemã, Angela Merkel, concordaram que um acordo era “viável”, relatou um funcionário do governo.

A Grécia enfrenta sua próxima grande demanda de dívida em julho e já teve três resgates da UE e do FMI até o momento. O país recuou em recessão pela primeira vez desde 2012, de acordo com dados divulgados. O desemprego também é um fator bastante preocupante na Grécia, os dados dizem que uma em cada quatro pessoas está desempregada sendo que, a taxa de desemprego entre os jovens atinge os 50%.