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É isso mesmo, a moeda norte-americana provou mais uma vez ser uma das campeãs no que diz respeito ao seu status superior em relação ao real e a outras moedas emergentes (como é o caso do Rand sul africano). E como não há ação sem reação, sem sombra de dúvidas alguém sairá a perder.

E apesar de alguns brasileiros pensarem que tudo continuará na mesma, infelizmente “O impacto da alta do dólar na vida das pessoas vai chegar a todos, inclusive a dona de casa” diz Edgar de Sá, economista-chefe da FN Capital.

Com esta alta do dólar de 1,88%, que por sinal é o mais alto percentual diário desde 1º de Dezembro de 2016 (quando o dólar chegou a 2,4% de alta), o taxa de juros nos Estados Unidos de América podem aumentar, dado este que surgiu logo após a divulgação da informação de que o número de pedidos de auxílio-desemprego havia caindo para o menor patamar já constatado em 44 anos.

A primeira mudança na economia

Com esta subida de taxas, a qual foi quase que confirmada por declarações dos membros do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) que deram a entender que a taxa de juros pode subir, e como consequência os EUA podem atrair recursos investidos em outros mercados, como o Brasil.

E com esta perda de recursos investidos no Brasil, o país irá verificar grandes atrasos no seu desenvolvimento, pois não haverá mais investimentos iguais aos tempos passados, seja tanto em infraestruturas ou outras áreas, o que consequentemente pode provocar o desemprego.

Impactos no cotidiano do povo brasileiro

Infelizmente quando os EUA ficam mais ricos com esta alta do dólar, o Brasil fica cada vez mais pobre e a inflação ganha espaço.

E como consequência, o custo de vida eleva e alguns produtos básicos de primeira necessidade também sofrem um aumento, como é o caso do macarrão, pão e até outros produtos tais como a própria gasolina. E estas subidas ocorrem porque grande parte da matéria prima usada na produção dos produtos é importada.

E o aumento dos preços não para somente nos produtos importados, mas também prolongam-se até os produtos de origem nacional, porque alguns dos produtos brasileiros também são exportados (como a soja e o café), e quando o dólar sobe, fica mais vantajoso exportar do que vender no mercado interno, e como forma de equilibrar os mercados, as empresas aumentam os preços no Brasil.

As más noticias

Segundo especialistas a situação do real, face ao dólar demonstra um claro desequilíbrio da economia brasileira, o que demonstra que o governo gasta mais do que ganha.

E face a esta situação as perspectivas de melhorias parecem estar bem longe, e o poder de compra do brasileiro no mercado externo só irá cada vez mais enfraquecer.