O Brasil tem um problema de baixa representatividade feminina em cargos públicos, principalmente os eletivos. Na Câmara dos Deputados, o país conta com apenas 52 deputadas, já os são 460. Já no Senado Federal, de um total de 81 vagas, apenas 13 são preenchidas por mulheres.

Mas elas, com muito esforço, vêm mostrando toda a sua capacidade e aos poucos ganham espaço entre os homens, que historicamente dominam a sociedade brasileira. Mulheres de extrema capacidade e personalidade forte que se destacam e assumem postos importantes do país, dentre elas Luciana Lóssio.

A ministra Luciana Lóssio nasceu no Distrito Federal em 1974, foi bacharelada em Direito no Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), se tornando advogada em 1999. Especializada em Direito Processual Civil pelo Instituto Brasileiro de Direito Processual, pós-graduada em Direito, Estado e Constituição pela União Educacional do Planalto Central, cursou Ordem Jurídica e Ministério Público pela Escola Superior do MPDF e também especializada em Direito Eleitoral, pela Universidade Anhanguera.

Além de advogada, foi assessora da PGE por 7 anos, é membro Instituto Brasileiro de Direito Eleitoral (Ibrade), e professora do Curso de Pós-Graduação em Direito Eleitoral realizado pelo UniCEUB em convênio com a OAB/DF.

Com um currículo vasto e experiência na área jurídica, principalmente na área eleitoral, na atuação em diversos casos na sua carreira como advogada. Luciana Lóssio foi indicada para ser Ministra Substituta do Tribunal Superior Eleitoral, no ano de 2011. Em 2013 se tornou Ministra Titular, ocupado vaga reservada para a advocacia.

Como ministra tratou, além de sua atuação regular, buscou o empoderamento feminino, desenvolvendo o projeto no TSE que visava fiscalizar se os partidos estavam cumprindo a cota mínima de 30% de mulheres prevista na Lei nº 9.504/97 nas últimas eleições municipais, no ano de 2016. Dessa forma, a Ministra procurou aumentar a representatividade feminina, que para ela é causa nobre e mundialmente importante, em especial no Brasil, que possuiu taxas de representação feminina inferiores a alguns países mulçumanos, mas para o mundo todo, que entre 145 países ocupa o 115ª lugar no ranking que trata da representação das mulheres nos parlamentos mundiais. Sendo que, entre todos os países da América Latina, o Brasil está a frente apenas do Haiti.

Ainda em 2016, Luciana Lóssio foi instituída para ocupar o cargo de presidente da Associação de Magistradas Eleitorais Ibero-Americana, organização criada após a realização da VII Reunião Ibero-Americana de Magistradas Eleitorais: Igualdade de Gênero e Democracia, realizada em março de 2016 em Brasília.

Essa Associação é uma forma de criar um vínculo entre as magistradas, por meio de um canal de comunicação, para defender, assistir e proteger os direitos das mulheres na política. Na época, a Ministra justificou a criação da entidade dizendo que: “A Reunião de Magistradas sempre existiu e já estamos na sétima edição, mas não havia algo de concreto que desse amparo aos encontros”. Com tamanha competência e brilhantismos, esperamos que Luciana Lóssio a luta pela representatividade das mulheres.