Segundo levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no país alcançou a marca de 12,6% no trimestre finalizado em janeiro. Ao todo, 12,9 milhões de trabalhadores encontram-se fora do mercado de trabalho. Esta é maior marca registrada desde o início da série histórica em 2012. No trimestre anterior (agosto a outubro) a taxa havia atingido 11,8% e, no mesmo período do ano passado (novembro de 2015 a janeiro de 2016), fora registrado 9,5%.

Quem também bateu recordes em 2016, com 11,5%, foi a taxa média anual de desemprego. O percentual registrado representa um aumento de 3 pontos em comparação aos 8,5% apontados em 2015. Em média, 11,8 milhões de brasileiros ficaram desempregados ao longo do ano.

O número de 12,9 milhões de desempregados representa um salto de mais de 7,3% (aproximadamente 879 mil trabalhadores) frente ao trimestre analisado entre agosto e outubro de 2016. Já a comparação com o período equivalente, no ano passado, revela um gigantesco aumento de 34,3% (cerca de 3,3 milhões de pessoas).

A parcela da população que encontra-se empregada manteve-se estável comparativamente ao trimestre anterior: 89,9 milhões de pessoas ocupam postos de trabalho. Entretanto, em relação ao mesmo período de 2016, houve redução de 1,9% (cerca de 1,7 milhões de pessoas). À época, o número de trabalhadores ativos era de 91,6 milhões.

De acordo com o coordenador de Trabalho e Renda do IBGE, Cimar Azeredo, as taxas de desemprego apresentaram números crescentes não por volume excessivo de demissões (pois a taxa de ocupados permaneceu estável), e sim pelo aumento da procura por emprego. Muito provavelmente incentivados pelas oportunidades de final de ano e carnaval, confirma Azeredo.

Vale ressaltar que o número de funcionários do setor privado, com carteira assinada, girou na casa dos 33,9 milhões de pessoas. Número estável se comparado ao trimestre passado. Quando se efetua a comparação com o correspondente trimestre de 2017, percebe-se uma queda de 3,7% (1,3 milhões de trabalhadores a menos).

Renda permanece estável

O rendimento médio real do trabalhador brasileiro, na iniciativa privada, foi avaliado em R$ 2.056. Tal valor representa estabilidade ao registrado no trimestre de agosto a outubro passado, que foi de R$ 2.040. Em comparação ao mesmo período de 2016, o montante também foi considerado estável (R$ 2.047).

Os servidores públicos registraram aumento de 3,5% na renda, em comparação ao trimestre anterior. Quem trabalha por conta própria, no entanto, percebeu queda de 3,6% em seus rendimentos, se comparado ao mesmo período do ano passado.