Cumprindo sua promessa, como uma das primeiras medidas tomadas ao assumir o posto de presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, por meio de decreto assinado no dia 23 de janeiro de 2017, revoga a participação norte-americana do Tratado Transpacífico de Comércio Livre (Trans-Pacific Partnership – TPP), assim, formalizando a retirada do país do acordo comercial.

A saída dos EUA do considerado, por alguns, o maior acordo comercial da história, que, se refere à consolidação de novas bases para relações econômicas e comerciais de 12 países do Oceano Pacífico, onde está previsto a diminuição tarifária e o incentivo ao comércio visando o crescimento econômico dos países integrantes, gerou certo transtorno dividindo opiniões e gerando preocupações.

O atual presidente das empresas Eucatex e grupo GrandFood, Flavio Maluf, reporta que, apesar da apreensão ocasionada pelas medidas protecionistas americanas adotadas pelo novo governo de Trump, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, enxerga possíveis oportunidades para a geração de novos negócios para o Brasil.

Flavio Maluf menciona que, em entrevista precedente a cerimônia de posse para a integração de novos 70 servidores do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), realizada no Rio de Janeiro, o ministro comentou sobre as chances favoráveis ao Brasil com a saída do governo norte-americano do TPP. “Podemos avançar não só com os países, e esse será o nosso foco agora na área de comércio exterior, que compunham esse acordo, mas também vamos procurar avançar, na medida do possível, com o próprio Estados Unidos porque o Brasil não é o foco do presidente americano”.

Porém, mesmo com as possibilidades otimistas para o futuro do país, o ministro, ressalta que o fechamento da economia dos Estados Unidos da América é preocupante devido ao rumo contrário a abertura do Brasil e Mercosul a novos acordos de livre comércio, entre eles com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e a União Europeia, menciona Flavio Maluf.

“Quando nós, nesta nova configuração do Mercosul, com o Brasil mais aberto, com a Argentina mais aberta, e com a suspensão da Venezuela [do bloco], começamos a nos voltar para negociar um acordo de livre comércio e negociar com o mundo, vem a maior economia do mundo se fechando; essa é a preocupação. No entanto, nós entendemos que podemos usar essas medidas de protecionismo do governo americano como uma oportunidade. É fazer do limão uma limonada. E aí avançar [nos acordos comerciais] com os outros países”, declara Marcos Pereira ao analisar o quadro geral da situação.

Ainda de acordo com declarações do ministro Pereira, o Brasil conseguiu avançar positivamente em acordos comerciais como Mercosul-União Europeia e Mercosul-EFTA. Também acrescentou que em um futuro próximo pretende iniciar diálogos importantes com diferentes países visando suprir a lacuna com a retirada americana do livre comércio, destaca Flavio Maluf.