Segundo divulgação feita nesta sexta-feira, dia 20, pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o Brasil voltou a fechar o ano com um grande número de demissões, cerca de 1,32 milhões, mesmo sendo um número menor que os apresentados em 2015 ainda apresenta preocupação.

Para se ter uma ideia, em 2015 cerca de 1,54 milhões de brasileiros ficaram desempregados, isto é um reflexo direto da forte recessão que atinge o país. Ainda assim, desde o início da contabilização desses dados, em 1992, os números são um dos piores, perdendo apenas para 2015.

 

Empregos Formais

Em relação a quantidade de empregos formais em 2016 o número foi de aproximadamente 38 milhões de empregados. Para se ter ideia em 2014 os números ultrapassavam os 41 milhões de empregos, o que demostra uma queda significativa.

Mesmo com uma pequena melhora em relação a quantidade de desempregos que diminuiu consideravelmente, o país ainda tem um longo caminho até que os números se normalizam a ponto de se tornarem satisfatórios.

 

Os setores e as regiões mais atingidas

Em meio a grande crise que ainda assola o país, o governo anunciou também a quantidade de postos de empregos que foram cortados ao longo de 2016, sendo o setor de serviços o mais afetado com cerca de 390 mil cortes, em seguida temos a construção civil com cerca de 358 mil, a indústria com 322 e em finalmente o comércio com 204 mil demissões.

Mudando o ponto de vista dos dados e separando por regiões, 2016 apresentou uma grande queda na quantidade de postos de trabalho, o Sudeste foi o lugar que fechou com maior número de postos de trabalho encerrados, cerca de 788 mil, seguido da região Nordeste com 239 mil, Região Sul com 146 mil, Norte com 80 mil e por fim o Centro-Oeste com 67 mil.

Ainda sobre uma intensa crise, o Brasil precisa mais que urgentemente de uma boa reestruturação econômica, desde as camadas mais baixas da hierarquia social, até as do alto escalão. Podemos ver as crises em relação ao transporte público, as escolas e a saúde se agravarem cada vez mais e isso talvez só melhore a partir do momento que todas as camadas sociais enfrentarem isso juntas.

Para mais informações acesse o site do Ministério do Trabalho e Emprego através do link à seguir: MTE