Nos últimos dias, os mais interessados sobre a bolsa e a economia mundial têm percebido uma tendência clara de queda do dólar comercial, que no terceiro dia consecutivo de baixa, fechou com a cotação de R$ 3,404. Também percebe, Marcio Alaor, do Banco BMG, que isso mais se deve à redução, por parte do Banco Central Europeu (BCE), do programa de estímulos à quantia de 60 bilhões de euros mensais, além, é claro, por ter também sinalizado, o próprio presidente da instituição, de nome Mario Draghi, que a economia está voltando à vida, e que isso provavelmente resultará em mais juros em algum momento, não se cogitando mais a deflação.

A fim de esclarecer melhor, o executivo Marcio Alaor, do Banco BMG, noticia que o BCE cortou, pode-se dizer até que inesperadamente, as suas compras de ativos para esses 60 bilhões de euros por mês, mas só a partir de abril de 2017. Atualmente, deve-se lembrar, a quantia é de 80 bilhões de euros, e então a redução é assim tão significativa porque é de 25%.

Uma mudança dessa, de 1/4 em tantos dígitos, como cita Marcio Alaor, parafraseando o presidente do BCE, não só proporcionará à inflação maior subida em 2018, com um 2019 sem risco de deflação, como também, por conta desse movimento do BCE, haverá também menor liquidez global, sobrando assim menos recursos para o Brasil e outros países que conosco se assemelham. Assim, acaba-se pegando de surpresa os investidores e todo o mercado, com essa decisão de reduzir-se as compras, já que se esperava uma extensão de seis meses, sempre com os 80 bilhões de euros mensais.

Marcio Alaor, executivo do Banco BMG, relembra que os investidores também analisam os impactos da proximidade da reunião do banco central estadunidense (Federal Reserve), que ocorrerá na próxima semana, já que é provável também uma elevação dos juros com esse. Sem contar que, a nível de EUA, há também os prováveis impactos da futura política econômica de Donald Trump, considerados por eles como possivelmente inflacionária.

A nível local, Marcio Alaor, executivo do ramo bancário que até homenageado já foi com uma praça de alimentação que leva o seu nome, tamanho o respaldo na área que tem, cita a sequência temporal da queda de quase 1% do dólar frente ao real, após a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de manter Renan Calheiros, do PMBD de Alagoas, na presidência do Senado. Nesse sentido, ele não está julgando a questão política, mas notando que há essa preocupação, por parte de investidores, que o tal afastamento do senador viesse a prejudicar o prosseguimento da política econômica do governo de Michel Temer no congresso, como essas votações de reformas fiscais, a exemplo da aprovação, em segundo turno, da PEC do teto de gastos, que provavelmente ocorrerá somente no dia 13 de dezembro. Ou seja, mesmo que não se queira discutir política, acabam essas questões da área influenciando no cenário de investimentos, devido a temores e inseguranças por parte dos próprios investidores.